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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ditadura, nem mesmo a de Deus, parte 1






Nestes 50 anos desde o golpe civil-militar no Brasil, nós mudamos muito e a humanidade também. Aliás, a marca deste nosso tempo comum é justamente a rapidez com que as coisas mudam externamente. Por dentro, o ritmo é lento. Resistimos, encastelados em nossa sadia ou doente idiossincrasia. A antiga série da HBO "Galáctica" está oficialmente entre as minhas preferidas. Assisti tudo compulsivamente. O roteiro ilustra bem o que disse acima. O tempo passa e parece que estamos fadados a repetir erros, manter sentimentos megalômanos, violências, exclusão. Usamos os deuses para nos justificar ou os matamos para justificá-los em suas aparentes omissões diante daquilo que fazemos conosco e com os outros. Galáctica serve à mentalidade do eterno retorno. 
Gostaria de pensar e dizer aos filhos que jamais terei que algumas coisas não retornam mais. Que após um longo e doloroso processo de aprendizado, compreendemos a vida. A vida! Uma abstração! Sim, uma construção discursiva entrelaçada à experiências sensórias. A vida, calorosa na sua simplicidade cotidiana: o vento, o sol, a chuva, a terra, os seres vivos. Tudo que nos atinge em nossos corpos, em harmonia ou em inquietação. Vida, em níveis subjetivos e pessoais de complexidade. Vida como potência do que sonhamos! Compreendemos a vida e, portanto, filhos que não terei, não repetiremos o sofrimento que causamos. Em nome de nada, nem de nossa fé, nem de nossas ideias, repetiremos nenhuma especie de barbárie.

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