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segunda-feira, 5 de maio de 2014

A inveja mata


Nós não gostamos de admitir, mas sentimos inveja muitas vezes. Às vezes, em muitos momentos de um mesmo dia uma série de situações e interações nos despertam a famigerada.  Processo complicado é quando em um momento inesperado, eu (e você) somos pegos pela semente deste mal que parece apontar para aquilo que nos falta, sim, mas para a falta da solidariedade e alegria com aquilo que o outro naquele momento possui. Ou seja, a inveja aponta para duas realidades difíceis de suportar: a ausência do que queremos e a ausência da empatia com o próximo.
Pois bem, lendo os twitter fiquei, recentemente, com inveja de um cidadão.  A felicidade dele me atingiu como uma bala perdida no peito. Não sabia de onde vinha aquela sensação ruim, mas ela estava lá, comendo minha carne, afetando órgãos vitais. Definitivamente não gosto da sensação de não saber nomear as coisas. Quando tenho o nome, sei, e, portanto, posso lidar com o que for necessário lidar. Ruminei um tempo e cheguei a conclusão: pura inveja!
O provérbio no capítulo 14,30 sentencia: "O coração com saúde (em algumas versões com paz) é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos". Não é necessário ser um grande hermeneuta para perceber a oposição positiva e negativa do texto. Inveja não faz bem a saúde, não constrói, não é uma atitude positiva, nem agregadora de qualidade de vida. Nada novo. Mas penso na oposição positiva do provérbio:" o coração com saúde" ou "o coração em paz". Matutei de novo, assustada: A inveja nasce, então, do meu desassossego? a inveja nasce do desequilíbrio com minha própria vida? a inveja nasce das minhas incompetências e frustrações?  "Tem solução, doutor?" Deve ter. E é melhor eu procurar! 

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