As opiniões deste blog não representam, necessariamente, o conjunto dos pastores batistas: homens ou mulheres.

domingo, 10 de agosto de 2014

útil para si mesmo



A palavra é o princípio de qualquer obra e, antes de agir, é preciso refletir. A raiz dos pensamentos é a mente, e ela produz quatro ramos: bem e mal , vida e morte. Mas os quatro são dominados pela língua. Existe quem é capaz de instruir muitas pessoas, mas é inútil para si mesmo. Eclesiástico 37, 16-19
Algumas pessoas distinguem a sabedoria humana da sabedoria divina. Como se elas não pudessem se misturar em algum momento ou mesmo se alimentar uma da outra. O sábio corre o risco de se enfadar de vez em quando a vida, pois quem conhece não pode deixar de se responsabilizar.
O texto do Eclesiástico, inspirado nos ensinos de Jesus Ben Sirac (século II a.C.), segundo a Tradição,  é repleto de ponderações sobre a vida na sua totalidade. Ele propõe a necessidade de refletir antes de agir. Na mediação entre reflexão e ação, está o discurso. O discurso pode refletir o bem e a vida ou o mal e a morte. Obviamente sem dualismos excludentes, porque parece que o ser humano transita entre uma realidade e outra, escolhendo, ora  o bem, ora o mal; rendendo-se à vida ou a morte.
A sabedoria (humana ou divina) passa necessariamente pelas melhores escolhas, aquelas que promovem a vida e o bem. Na dinâmica da vida, é muito mais fácil solicitar uma atitude sábia dos outros. O problema se instala quando nós precisamos fazer uso do que sabemos e ensinamos. Quando nós mesmos precisamos escolher entre o bem e o mal, entre vida e morte nas 24 horas diárias.


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