As opiniões deste blog não representam, necessariamente, o conjunto dos pastores batistas: homens ou mulheres.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

eu ainda não calei os meus desejos




Javé, meu coração não é ambicioso, nem meus olhos altaneiros. Não ando atrás de grandezas, nem de maravilhas que me ultrapassam.
Não! Eu fiz calar e repousar meus desejos, como criança desmamada no colo de sua mãe. Salmo 131


Os salmos são visitados há séculos em momentos litúrgicos ou de devoção. O motivo parece óbvio. Esses poemas dão voz a muitas inquietações de nossas almas. Verbalizam uma piedade que reflete as considerações que fazemos quando nos relacionamos com os outros e com o nosso tempo.
Este, colocou-se diante de mim como espelho. Somos seres desejantes e quanto mais conhecemos , mais nosso desejo se dilata. Esta sociedade fabrica desejos o tempo todo. Em geral, relativos ao consumo de mercadorias ou de mercadorias travestidas de ideias. Difícil resistir ao desejo.
Como jovem, meu coração era ambicioso, meus olhos altaneiros, corria atrás de grandezas e maravilhas. 
Até recentemente essa era minha sanha. 
Muita coisa mudou e se acomodou depois de um longo ano de escuta interna e que ainda continua dando sinais de continuar assim por muito tempo.
Ainda desejo muito algumas coisas, consideradas vitais e ainda não alcançadas. A serenidade é uma delas, apenas para constar. Dar conta de um desassossego crônico diante da vida, é outra. Outros desejos  já se calaram e repousam satisfeitos ou enterrados no tecido do qual somos todos feitos: memória e pó.

Nenhum comentário:

Postar um comentário