As opiniões deste blog não representam, necessariamente, o conjunto dos pastores batistas: homens ou mulheres.

domingo, 18 de junho de 2017

48 deslumbramentos



A água da torneira do tanque de cimento caía vigorosamente dentro do balde. Um, dois, três, quantidades esquecidas. Minha mãe lavava todos os dias a grande calçada-quintal da casa da infância. Não ouvíamos música no rádio, então, o único som era o do trabalho. Eu, a mais nova, observava o movimento da limpeza da calçada. Ansiosa, esperava. Observava experimentando o cheiro do sabão sobre o cimento que me agradava, a sincronia de vassouras, baldes e rodos também me agradavam. 
Terminado o serviço,  minha mãe sumia casa adentro para outras tarefas. E eu, esperava o agir do sol. Esperava que ele me desse espaço entre o molhado e o seco. Quando finalmente distribuía-se apenas poças que secavam lentamente, eu sentava entre elas e desenhava a minha imaginação.

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