segunda-feira, 28 de agosto de 2017

48 deslumbramentos

Para os que se consideram capazes de indicar onde está a beleza, além dos seus lugares óbvios,
aviso: desistam.
Não cansem a beleza, não tentem aprisiona-la, não a coloquem em panteões.
Beleza parece gostar de mistérios, de extremidades ou variações sutis; beleza namora o deja vu, mas costuma enlouquecer com novidades.
Ela está no ambiente do imponderável, do insustentável, da fadiga e do ócio. Surpreendente, inesgotável, íntima, transcendente, catártica, metáfora do que não é dizível ou cognoscível.
Um rubor dos sentidos.

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