sexta-feira, 15 de junho de 2018

Nebuloso

Blá blá blá blá blá blá Uma metralhadora cheia de mágoas. Blá blá blá blá blá blá Uma metralhadora sem mágoas. Cada vez mais difícil discernir.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Antipatia pastoral

Fiquei matutando se deveria ou não falar sobre a antipatia pastoral. Explico com uma paráfrase a partir da fala do meu pai: nem sempre quem tem uma verdade a dizer, deve dizer.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Sobre silêncios sagrados

Silenciar é verbo pouco conjugado. Temos preferido nos embolar nas palavras ditas e escritas em todo tempo. Às vezes algo nos acontece e saímos apressados a comunicar aos outros que prontamente já retrucam em uma corrente infindável de comentários. Nossa agitação, nossa verborragia diária é assustadora! E, infelizmente, esse nosso jeito de ser nesse tempo inviabiliza nosso encontro com a Transcendência e seus agentes. Um dos agentes da Transcendência é a morte. Tememos seu rastro, seu cheiro, sua aproximação. Às vezes, ela chega tão de súbito que não há tempo mesmo para nada a não ser a aceitação do inevitável. Outras, no entanto, vai se aproximando lentamente, testando a fibra de certos humanos, dando tempo para ajustes, para as glórias teofânicas de Deus, para as surpresas de afetos insuspeitados, para aproximações de quem estava longe, para gestos de amor de quem está perto, para tocar com suas mãos frias uma nota única saída de dentro de todos nós que revela, enfim, aos nossos próprios ouvidos a música que importa na vida. Silenciar é a oportunidade de deixar que tudo se arrume em nós mesmos. Silenciar é dar tempo a si para escutar o barulho leve, o sopro leve, a brisa do agir de Deus. Quem assiste a aproximação da morte do outro, também deve compreender o momento do silêncio. O silêncio para estes é a mesma oportunidade para experimentar a Transcendência. Diante do final de uma vida, nenhuma palavra, nem mesmo as de fé, fazem muito sentido, porque já não é hora para falar, é só hora de ouvir o rumor manso e cheio de calor da presença de Deus.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Contrição

Ó Senhor, tu sabes que meu corpo é frágil, Minhas emoções são frágeis, Meu espírito é frágil, Minha mente, todo o meu existir. Cuida de mim!

Tem muita gente fazendo o "jogo do contente"

O livro de Eleanor Potter é um clássico que desgosto muito. Quem o conhece sabe que a menina sofredora da história tem um jogo que serve para que ela suavize suas dificuldades e tragédias pessoais e a dos outros. A lógica é sempre pensar que em algum lugar do mundo pode haver alguém vivendo algo pior, ou, ainda, que sempre há coisas boas nas quais podemos concentrar nossa atenção. Este é um jogo mais jogado pelos brasileiros, devo dizer. E, ainda mais, pelos evangélicos de um modo geral. Temos o hábito de ao pensar dessa forma, com outras palavras e combinações, estamos demonstrando nossa resiliência ou nosso jogo de cintura ou nossa submissão a Deus. Difícil para mim, confesso sempre. Para mim, jogar como Polyana, o nome da menina, é esconder-se da verdade, em geral, dura e difícil. E, pior, evitar enfrentamentos, inevitáveis para mudanças de situação e é, por fim, uma forma suave, mas eficiente de alienação no sentido negativo da palavra.

Espera

Na espera, Fé.